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Valor Econômico- Aumento da inflação aquece demanda por debêntures incentivadas

A aplicação em debêntures incentivadas, via fundo, é hoje uma boa opção de investimento por estar atrelada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem apontado taxas maiores. Como as debêntures incentivadas possuem parcela prefixada relacionada ao IPCA e os projetos de infraestrutura são financiados com dívidas de longo prazo, as taxas dos títulos costumam ficar bastante atrativas frente ao patamar da Selic.

O número de cotistas nesses fundos passou de 122 mil para 186 mil entre junho de 2020 e junho deste ano. No mesmo intervalo, o patrimônio subiu de R$ 14,9 bilhões para R$ 25,3 bilhões, segundo dados do boletim de debêntures incentivadas, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

“A demanda por debêntures incentivadas tem crescido, mas as ofertas não acompanham na mesma velocidade”, diz o sócio do Julius Baer Family Office, Jean-Pierre Cote Gil. Com base nesse cenário, a expectativa é de prêmios mais modestos do que se vê hoje.

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Até o fim de junho, os fundos com debêntures incentivadas no Julius Baer, com patrimônio total de R$ 1,2 bilhão, são destaque em rentabilidade e na relação risco e retorno, segundo o “Guia Valor de Fundos de Investimento”.

Para Cote Gil, o resultado alcançado pelos fundos se deve a três fatores: gestão ativa; análise e arbitragem em cima das emissões menos procuradas e limite de 15% investido em outros ativos que não são debêntures, prática permitida nesse tipo de fundo.

Do total de 60 debêntures em carteira, predominam os setores de energia (75%), infraestrutura de transporte, água e saneamento. Somente o fundo Julius Vic Supra Infra Incentivado Crédito Privado, em 2020, teve rendimento líquido de 9,90% e, no primeiro semestre de 2021, de 3,29%. O fundo tem taxa de administração de 0,12% e aplicação mínima de R$ 25 mil para os integrantes do family office.

Em comparação, de janeiro a junho, o IMA-B subiu 0,42%. É comum o fundo de debênture ter a meta de superar o IMA-B, um índice de NTN-B de prazo mais curto que, portanto, tem menor volatilidade e protege contra a inflação.

Outro destaque de desempenho nos últimos três anos encerrados em junho de 2021 foi o fundo Órama Debênture Incentivada Infraestrutura FI RF, que registra rendimento líquido de 1,82% neste primeiro semestre e que, em 2020, alcançou 7,52%. O rendimento é líquido da taxa de administração de 0,90% e da taxa de performance de 20% sobre o que exceder o IMA.

A aplicação em qualquer fundo de debênture incentivada é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas. Isso ocorre porque as debêntures incentivadas estão atreladas a projetos de infraestrutura, cujo desenvolvimento é de interesse nacional.

Com patrimônio em torno de R$ 67 milhões, atualmente, o fundo Órama Debênture Incentivada tem mais de 95% de sua carteira composta por títulos de empresas dos setores elétrico, transporte, saneamento, telecomunicações e outros.

Segundo o gestor da Órama Gestão de Recursos, Felipe Cunha, o diferencial do fundo é o processo de análise. Com base em um rating interno, são determinados fatores e pesos para cada classe de ativo. Também consideram-se fatores ambientais, sociais e de governança na análise. “Além disso, dividimos a carteira em segmentos por meio de notas, de acordo com o cenário econômico”, explica.

Acesse a matéria no site do Valor Econômico: https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2021/08/12/aumento-da-inflacao-aquece-demanda-por-debentures-incentivadas-sembarreira.ghtml

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